3 de fev. de 2012

Eu realmente queria...

Eu queria ter ido ao parque e ter andado na roda gigante...
Eu queria ter comido maçãs do amor e algodão doce ao seu lado a todo instante...
Eu queria ter ido ter tomado sorvete naquele finzinho de tarde e depois ter ido ao cinema...
Eu queria novamente aquele preto velho no banco da praça dizendo que a estrela ia brilhar...
Queria novamente acordar ao teu lado e sentir teu abraço...
Eu queria ter te oferecido mais um jantar...
Eu queria ter ido no loteamento beber e dançar...

Eu queria.
Mas isso ficou em um passado que não deve retornar.
Eu queria, mas já não quero mais.
Entreguei meu coração a ti,
Em troca recebi migalhas demais...

Lucas Paula,
 (em um desses dias que as lembranças aparecem para no lembrar quão fortes podemos ser...)

12 de jan. de 2012

Escondendo-se em vão

Uma hora a contagem chegará ao fim e sairei para procurar.
E não haverá espaço algum onde você possa bater as mãos, gritar "1,2,3" e se salvar.
Não haverá espaço algum onde você possa esconder suas mentiras, ocultar seus erros.
Não tenho olhos de águia, mas tenho espírito forte que me faz sentir o cheiro de medo no ar.
Sei olhar nos olhos e saber que algo está ocluso.
Por isso não minta, não disfarce seu olhar.
Seu erro está registrado na sua retina e uma hora a contagem irá acabar e eu sairei a procurar.

Esconda-se em vão.
No vazio de teu coração.
Esconda-se em sua língua bifurcada e em seus pensamentos ocres.
Uma hora eu vou parar de contar, vou destampar meus olhos e sair à procurar.

Lucas A. L. Paula

31 de dez. de 2011

Para o último dia do ano...

E o que você fez?
Riu? Chorou?
Ajudou? Ou foi socorrido?

E o que você fez?
Ergueu a cabeça e seguiu com a luta?
Ou guardou sua espada na bainha com o medo da luta?

E o que você fez?
Cresceu?

Mas na realidade o que realmente importa é o que você vai fazer!
Se errou, concerte.
Se fez alguém sofrer, peça perdão. (mas perdoe-se antes também, você é apenas um ser humano)
Se chorou por tristeza, então saiba fazer das lágrimas os tijolos de seu aprendizado.
Se sorriu, então compartilhe cada vez mais sorrisos.
Se passou o ano todo reclamando, então levante-se e passe a fazer tudo valer a pena. Ficar aí sentado reclamando não fará o seu mundo melhorar.

Uma simpatia para o Ano Novo: ABRA SEU CORAÇÃO PARA DEUS. SÓ ELE É CAPAZ DE OPERAR OS MAIORES MILAGRES NA SUA VIDA.

Um conselho: AME. AME A SI MESMO, AMO SEUS PAIS, SEUS AMIGOS, SEUS BICHINHOS DE ESTIMAÇÃO. AME O MUNDO, MESMO ELE SENDO IMPERFEITO. SÓ O AMOR PURO É CAPAZ DE LEVAR Á PERFEIÇÃO.

Uma atividade para todos os dias: SORRIA! SORRIA MUITO!

Uma frase: VOCÊ É CAPAZ!

Uma cor: TODAS AS MAIS VIVAS!

Uma música:  O CANTO DOS PÁSSAROS QUE MESMO AO PERDEREM TODOS OS DIAS SEUS NINHOS POR CAUSA DA AMBIÇÃO HUMANA, CONTINUAM CANTANDO DIVINAMENTE.

Uma afirmação: ABENÇOADO SEJAS!

Uma prece: AQUELA QUE DESPERTA O DEUS QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ!

VOCÊ TAMBÉM É SAGRADO! VOCÊ PODE ATÉ NÃO PODER MUDAR TODO O MUNDO, MAS O SEU PRÓPRIO VOCÊ PODE SIM!

ARRISQUE!
ARRISQUE SEM MEDO!
SÓ SABERÁ O QUE O FUTURO TE GUARDA SE VOCÊ DER UM PASSO ADIANTE.

E NÃO PERCA SUA FÉ! NÃO PERCA SUA ESPERANÇA!

NÃO DEIXE DE SONHAR! 
Um homem sem sonhos é um homem sem vida...

DESEJO-LHE UM MARAVILHOSO ANO NOVO!
ESQUEÇA TODAS AS DORES DE 2011...

2012 SEJA MUITO MELHOR! PORQUE É ASSIM QUE VOCÊ DEVE PENSAR E ACREDITAR!

PROSPERIDADE, LUZ, AMOR, FRATERNIDADE, HARMONIA, AMIZADES, UNIÃO, SAÚDE, DINHEIRO, PAZ, COMPAIXÃO, FÉ, ESPERANÇA, SONHOS, VOCÊ, EU, NÓS, TODOS JUNTOS EM UNÍSSONO ACREDITANDO QUE NOSSAS VIDAS PODEM MELHORAREM A CADA DIA!

DEUS TE ABENÇOE!
DEUS NOS ABENÇOE!

FELIZ 2012!

São meus votos pra você, para todos nós!

Lucas Antonio de Lima Paula

29 de dez. de 2011

Reescrever

Um ato de humildade.
Quando coloca-se de lado o orgulho ferido e aprende-se a perdoar.
A mágoa é apenas um ego inflado que foi corroído por uma negação, uma exclusão, uma ausência de querer.

E reescrever traz boas lembranças.
Traz notícias de paz.
Augúrios bemquistos.
Retrai infortúnios,
Ilumina fechaduras,
Elimina clausuras.

Reescrever a arte do perdão.
Abre-se o coração para expandir o olhar.
O olhar inócuo e inocente de uma criança.
Não existem brigas que não são esquecidas e perdoadas com um simples sorriso.

Reescrever a composição emotiva da lágrima.
Reescrever a serenata de amor cantada em vão.
Reescrever o poema triste.
Reescrever aquele sonho que você passou a acreditar ser apenas uma ilusão.

Reescrever o ano que se passou, as oportunidades perdidas, as noites mal dormidas, as vivências falidas.
Reescrever o meu eu.
Reescrever o você.
O nós.
O vós.
Reescrever o que há para ser mudado e melhorado.

Reescrever porque tudo o que é novo precisa nascer.

FELIZ 2012!

8 de dez. de 2011

V A I !

Não significa que você perdeu.
Você não pode fracassar se você não desistir.
Não existe nada maior que a fé e, se a sua estiver pequena, então é hora de renová-la....
O medo é assim: ao mesmo tempo que te salva te perigos ele te impede de correr riscos fundamentais para seu crescimento e aprendizado.

VOCÊ NUNCA SABERÁ O QUE TE AGUARDA ADIANTE SE NÃO FOR EM FRENTE!

Medo de chorar?
Não seja tolo! Se tiver de chorar que seja então por felicidade!

TENTE OUTRA VEZ!

3 de nov. de 2011

Deveria, mas não será.

Teria de ser diferente.
Eu, você, eles.
Tudo teria de ser diferente.
Seu coração.
Minha razão.
Sua frieza,
Minha expectativa.
Sua dúvida,
Minha crença.

Teria de ser diferente, teria de ser melhor.
Mas o seu melhor foi designado a outrem.
Mas o meu melhor guardei para mim mesmo.
Guardei comigo porque sei que nada de ti seria diferente.

Lucas Paula

29 de set. de 2011

Abstração

Já não me preocupo mais.
Teu sexo já não me importa.
Nem a transa, nem a fogosidade, nem a loucura bêbada dos morros.
O beijo tornou-se habitual, rotineiro...
Bocas que não fazem sentido, corpos que não geram prazer.
É o tal processo de abstração carnal.
Os excessos são meios de fuga:
Máscaras indissolúveis na imensidão do esconderijo.
Já não me importa a rotina de festas sabáticas regadas de hedonismo corporal.
O hedonismo que me importa está além do que está fora.
É o tal processo de abstração social.
Já não me importa as cantadas baratas, nem as cutucadas ou pedidos de admissão.
Passam sem notabilidade por milhares de faces que nem são.
Já nem me importo com reclamações, indiretas ou frases copiadas.
Ninguém, e eu repito, ninguém sobre mim tem noção.
É o tal processo de abstração.
Esse abstrair onde você deixa o inútil de lado.
Onde o fútil é apenas um meio rápido de desligar-se da racionalidade entediante.
Onde abstrair é sorrir sem motivos...
Cantar sem voz...
Dançar sem som.
Abstrair é sair de você mesmo e encontrar-se face a face consigo mesmo bem longe da solidão.
São palavras ao vento que voam até onde podem chegar.
E pousam em ouvidos distantes, que por estarem em abstração total, podem te escutar...

Lucas A.L. Paula



15 de set. de 2011

Já não era mais uma manhã fria de outono...
Na realidade, em seu íntimo, reinava uma noite escura de inverno.
Não havia o canto dos pássaros.
Não havia luzes de automóveis.
Não havia sussurros dos amantes.
Não havia estrelas nem luar.
Não havia nada exceto uma escuridão, uma solidão, um medo.
Havia saudade, mesmo que dolorida, mesmo que ferida, havia saudade.
Havia perdão, havia desculpas, havia um olhar à espera.
Mas era uma noite escura de inverno.
E tudo o que existia ficava perdido na escuridão porque não podiam encontrar o caminho de volta para o coração.

Walking away...



É uma dor física.
Como você também descreveu, é como se uma mão entrasse pelo peito e apertasse o coração.
Dói, de fazer perder a respiração.
E cada lágrima que escorre, talvez seja aperta o suor do trabalho cansativo que o coração faz para livra-se desse aperto.
Dói e permanece.
Na memória...
Na carne...
Na alma...
Dói tanto que tudo fica instável.
Uma insegurança, um medo, onde qualquer vacilo da corda pode te levar a uma queda.
É uma cicatriz que não se fecha.
É uma ferida que arde em cada movimento.
Estagnada.
Um cravo espetado nos átrios, nos ventrículos.
Um cravo com teu nome, com teu olhar.
É um medo constante...
De não ser amado e, mesmo assim, sozinho amar.


1 de set. de 2011

Parou...

Aconteceu assim, na verdade, mais ou menos assim:

Parou, pensou, ouviu...
No fundo já sabia dos rumos dos cavalos selvagens.
Comparou diversas vezes o coração com cavalos selvagens...
Talvez tenha sido alguma outra literatura que o tenha incentivado.
Talvez tenha sido a metáfora das flores que secam depois de arrancadas e possuídas.
Talvez,
Apenas talvez,
Também quisesse ter sido arrancado deste solo e secar.
Engraçado é como as lágrimas, mesmo salgadas e resolutas, não deixaram a planta murchar.

Parou, pensou, ouviu, gritou, esperneou, ficou louco!
O mundo é louco!
Os turbilhões em si mesmo eram loucos.

-"SAIA" - gritou irrompendo a madrugada sem estrelas.
E saiu. Mas saiu de si mesmo como sempre desejara.

Parou, pensou, ouviu, beijou.
Sorriu.
Bebeu, dançou, girou, seduziu.
Foi a mil.
Parou, riu...
Riu e tornou a dançar.
Caiu, levantou, gargalhou...
Tristes fins não hão de chegar!